PALAVRAS DO REBE YEHUDAH
Ao dormir ao levantar-se

As leis que governam a vida do judeu nem sempre são as mesmas que regem as vidas de outras pessoas. Quero contar aqui um caso simples, que acho interessante. Se o leitor deste texto preparar suas emoções conseguirá entender a mensagem. Com armas em mãos nem vale a pena continuar a leitura.
Há um tempo atrás uma moça de seus 25 anos conversou comigo. Contou-me que nasceu judia, mas seus pais nunca seguiram nada e que aprendera algumas palavras judaicas, sabia um pouco sobre as rezas, mas nunca rezara. Tinha ido algumas vezes em sinagogas, mas nunca se fixara em nenhuma. Revelou que tinha muita vontade de viver de maneira judaica, mas as obrigações sociais, as amizades, o trabalho e enfim cada ítem de sua vida obrigava-a a deixar as coisas como estavam. Logo algumas chamaram-na e ela se foi.
Os judeus sempre se encontram em alegrias. E alguns meses depois, em uma destas alegrias, um brit milah, acho, ela me viu e voltou a falar comigo. Me perguntou se conhecia um psiquiatra judeu ou um profissional que pudesse ajudá-la, pois no último ano não conseguia dormir bem, acordava com pesadelos e logo pela manhã ja se esquecia. Seu sono era intranquilo. Perguntei-lhe porque pedia isto a mim, numa festa, parecia pouco comum este pedido. Explicou que pensava em um profissional judeu e assim talvez eu soubesse indicar.
Rebe Yehudah estava presente neste brit milah. O menino era de uma família muito querida por todos e mesmo sendo um dia de semana, com tantas obrigações diárias a sinagoga estava cheia. Havia um grande buffet de doces, chocolates e salgados além de bolos e bebidas esperando por todos. Eu estava a caminho do salão e pedi a ela que me procurasse alguns minutos depois. Falei com Rebe Yehudah sobre aquela moça e ele concordou em falar com ela. Mais tarde falaram em ambiente reservado. Numa festa judaica os homens ocupam uma parte da sala e as mulheres a outra parte, mantendo-se cada grupo no seu local, separados por uma divisória, chamada mechitissah.
Passou algum tempo e novamente reencontro a mesma moça. Estava muito grata e pediu-me ajuda para aprender a rezar. Comentei-lhe que seus pedidos eram muito singulares, da vez anterior me pediu um psiquiatra e agora queria aprender a rezar. Ela estava muito animada e com muita alegria me explicou:
-“ O Rebe Yehudah quiz saber como ela dormia. Teve dificuldades em entender exatamente o que ele perguntava, mas depois de alguns minutos de perguntas e respostas compreendeu que ele queria saber cada coisa passo-a-passo o que fazia ao deitar-se. Depois perguntou como ela se levantava, passo-a-passo. Depois de saber cada detalhe o Rebe Yehudah explicou-lhe que uma judia não se levanta como qualquer menina se levanta. Explicou que a primeira coisa que uma judia faz ao abrir os olhos é rezar em agradecimento a D”us. Seu dia precisa começar assim. E Também explicou que a primeira coisa que uma judia faz ao se deitar é rezar pedindo a D”us a proteção para seu sono. Quando uma alma judia deita-se para dormir sem rezar Hamapil, fica desprotegida, pois D”us espera pela reza, e se levanta-se sem rezar Modah Ani, passa o dia desprotegida. Em seguida insistiu que Rebe Yehudah ensinasse-a a rezar. Decorou as rezas e desde então passara a rezar Hamapil ao deitar-se e Modah Ani ao acordar, antes de sair da cama. Sua felicidade aumentara muito desde então e nunca mais teve insônia nem pesadelo. Estava muito feliz e queria continuar aprendendo as rezas de nosso povo..
Talvez não fizesse o mesmo bem para uma alma não judia. Judeus e judias sofrem dos mesmos problemas e dificuldades que qualquer outra pessoa. Mas a solução nem sempre vem pelos mesmos meios. Desde esta época outras pessoas me pedem para ensinar-lhes a rezar Hamapil, como se fosse um remédio para insônia e pesadelos. Quando necessário eu encaminho estas pessoas ao Rebe Yehudah. Quando ele reconhece a presença de uma alma judia, sempre indica o caminho certo.
Minha cara judia. Meu querido judeu. Sua alma está gritando. Procure entender estes gritos e junte-se aos seus.

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