PALAVRAS DO REBE YEHUDAH
GUARDAR E LEMBRAR O SHABAT. OU SÁBADO?

Quem guarda o shabat? Quem respeita o shabat? Quem cumpre a mitzvah do mandamento de shabat? Como é o descanso do shabat? Quais trabalhos são proibidos no shabat? Por exemplo, é permitido mudar o sofá de uma sala da casa para outra sala durante o shabat? E carregar a caixa de fósforos do fogão para a prateleira ao lado é permitido? E uma moedinha de 5 centavos, podemos carregá-la, e o telefone podemos atender, e a lâmpada do quarto ou do banheiro escuro podemos acender? Enfim quais são os comportamentos proibidos e permitidos durante o shabat?
         Muitas pessoas que nos escrevem e contam que gostaram do judaismo e por isto começaram a seguir os costumes judaicos contam-nos também que assumiram em sua vida o cumprimento do shabat.
Além disto sabemos que existem religiões que guardam o shabat.  Ou assim dizem.  Mas eles sabem mesmo o que é o shabat?
         Queremos esclarecer aos judeus e judias, aqueles que encontram-se muito afastados de nosso povo o que é cumprir o shabat e incentivá-los a iniciar o cumprimento deste mandamento (mitzvah) de D”us. Muitos se perguntam o que tem mantido o povo judeu vivo durantes estes milhares de anos, com tantas perseguições e extermínios planejados. Uma das respostas está relacionada com o shabat. Nas piores condições e nos piores momentos o judeu continuou cumprindo este mandamento (mitzvah). Apenas para que entendam o quanto zelamos por este mandamento gostaria de lembrar um fato muito importante e que está ao alcance de todos. Nosso povo foi escravo no Egito por 210 anos sofridos. O Faraó endureceu cada vez mais as condições de trabalho dos escravos judeus. Mas, nossos líderes naquela época fizeram pesadas negociações que garantiram que nos sábados todos os escravos judeus descansariam. Imaginem a grandeza disto, escravos com folgas aos (shabatot) sábados.
         Mas se por um lado os judeus sempre guardaram o shabat há por outro uma grande verdade que “mais ainda o shabat guardou os judeus. Isto deve ser uma ótima explicação para a sobrevivência do nosso povo.
Uma senhora judia contou-nos que alguns de seus colegas de trabalho criticavam o fato de que ela trabalhava nas sextas-feiras até as 16 horas e nunca era escalada para as horas extras de sábado. Alguém explicou aos seus colegas de trabalho que o motivo era religioso. Que o shabat, sábado dos judeus, começa nas sextas-feiras por volta das 17 horas, um pouco antes do por-do-sol. Imediatamente alguns gracejaram ironicamente dizendo que era “uma religião muito boa, pois garantia folga aos sábados“. Ela entendeu a crítica e como nunca havia sentido o shabat como um dia de folga, considerou que a ironia deles não era um desejo pelo shabat, mas apenas uma preguiça.

 Nos shabatot (plural de shabat, sábados) não é permitido trabalhar.  Sábado em português, mas como ja entenderam não é a mesma coisa.  Nem falar sobre trabalho.  Nem tocar em objetos nunca usados no shabat, como aquela moedinha que perguntamos no início.
         Alguns minutos antes do início do shabat, a dona de casa reune o marido e filhos e acende 2 velas. Uma para lembrar o shabat, outra para guardar o shabat.  Uma para o casal, outra para os filhos.  Em algumas casas acendem-se duas velas para o casal e mais uma para cada flho.  Depois disto nenhum fogo é aceso e não é permitido nem tocar a caixa de fósforos.
         A partir do início do shabat não fazemos fotos, portanto se vir alguma foto do shabat, deverá ser uma representação, ou não será de shabat.
         O shabat começa com o pôr do sol de sexta-feira e termina a partir de 30 minutos depois do pôr do sol no sábado. 
         Com a entrada do shabat afastamo-nos de tudo o que não é sagrado e passamos a viver exatamente como D”us quer, com nossa família, fazendo uma alimentação diferente dos outros dias, com D”us.   Lembrar e guardar o shabat é um dos dez mandamentos de D”us aos judeus.  Durante seis dias farás todo o trabalho e no sétimo descansarás, assim está ordenado.  Com prazer mergulhamos nisto.

O shabat é uma criação de D”us. 
         Vamos contar algumas histórias verdadeiras para imaginarmos o que é o shabat na vida do judeu.
1 – Um empresário religioso não trabalhava aos sábados.  Nunca trabalhou em sua pequena indústria nem na loja da indústria.  Mas havia encontrado argumentos fortes para manter ambos abertos.  O rabino orientou-o várias vezes que deveria fechar em todos os shabatot e em todas as festas religiosas (chagim) judaicas.  Ele, o empresário, se apoiava em argumentos comparando sua fábrica com serviços essenciais que nunca param, com máquinas que nunca podem ser desligadas e continuou abrindo.
         Um dia aceitou a insistência do rabino que repetidas vezes dissera-lhe que seus argumentos eram fruto de uma emunah (fé) que deveria crescer muito ainda. Fechou tudo completamente em todos os sábados (shabatot) e festas religiosas (chagim).
         No primeiro mes após o fechamento começaram a aparecer alguns clientes que se declararam compradores nos sábados e reclamaram do fechamento. A maior parte destes não tinham nenhum cadastro na empresa, mesmo sendo antigos compradores. Vinham apenas nos sábados.  Compravam, pagavam e nada era registrado. O faturamento aumentou após o fechamento com a entrada deste dinheiro na empresa. O gerente que trabalhava aos sábados pediu demissão, alguns funcionários também e o balanço do aumento de faturamento e redução de despesas apresentou um aumento significativo do lucro. Está claro que parte disto é sua recompensa por respeitar o sábado.

2 – Um judeu tinha uma lojinha bem movimentada, que garantia o sustento de sua família. Ele costumava ir à sinagoga diariamente e no sábado após a reza corria para o caixa da lojinha. Todos e principalmente o rabino diziam para ele não abrir a loja. Ele insistia com o argumento de que o movimento era muito maior nos sábados chegando a 50% de todo seu faturamento. O rabino disse-lhe que ele certamente não pretendia ensinar a D”us o que era melhor e estava escrito que era proibido, então ele deveria seguir. Diversas vezes o rabino perguntou-lhe se ele sabia que um simples prego não poderia ser martelado no shabat, que a lâmpada não pode ser acesa ou apagada, que o elevador não pode ser utilizado, que o jornal não pode ser lido, que um lápis ou caneta não pode ser tocado.  Mas nenhum argumento funcionava.
         Num sábado quando saiu da reza encontrou os bombeiros tentando apagar as chamas que consumira os últimos objetos em sua lojinha. Não sobrou nada. Nada! E também o rabino não disse nada.
Na semana seguinte este ex-lojista aproximou-se do rabino e disse: “Se o senhor tivesse me dito que Ele queimaria minha loja, eu teria fechado-a nos sábados“.  Talvez parte disto seja seu castigo por não respeitar o shabat.

3 – Um rabino viajava por uma estrada com sua família na sexta-feira e pouco antes do shabat notou que seu carro estava ficando sem combustível e não conseguiria chegar em sua casa antes de iniciar o shabat. No shabat não podemos dirigir um carro nem entrar em um carro estacionadopor motivo nenhum. Se iniciasse o shabat teria que estacionar, sair do carro e continuar seu caminho a pé. Mas também não podemos ir a pé de uma cidade a outra se a distância entre elas atingir 1500 metros. Então ele estava diante de um sério problema.
         Teve sorte e encontrou um posto. Perguntou ao funcionário se aquele posto de gasolina encerraria a atividades para o shabat. Ouviu a resposta de que evidentemente não, pois faziam um trabalho muito importante salvando pessoas que sem eles ficariam na estrada. Eram o único posto em 50 km. Este rabino se recusou a comprar gasolina neste posto, por outro lado não conseguiria chegar ao próximo, já que não tinha combustível para mais 50 Km. Sua família ficou preocupada. Ele saiu do posto, estacionou o carro no acostamento e rezou para que aparecesse algum carro. Logo chegou um, mas o motorista não entendeu porque ele queria carona de 50 km se estava diante de um posto. “Explicarei no caminho, precisamos ser rápidos”, disse. Compraram combustível no outro posto (quase fechando) e voltaram.
         Explicou seu motivo. O motorista achou interessante que alguém estava tão disposto a cumprir shabatot. Pediu o endereço e telefone do rabino e disse que gostaria de visitá-lo um dia.
Alguns anos depois este rabino foi procurado pela justiça. Era o herdeiro de um valor grande deixado por uma pessoa de quem jamais havia ouvido o nome. O juiz disse-lhe que o falecido deixara um testamento com parte de seus bens ao rabino explicando que um judeu que respeitava tanto o shabat merecia uma parte de sua herança. Aquele motorista nunca o visitara, mas não se esquecera dele.
         Esta história é muito conhecida embora o nome do rabino quase nunca é identificado, mas é verdadeira. Será que isto seja parte de sua recompensa por cumprir o shabat?

         Uma pessoa procurou um grande rabino e queixou-se de que muitas coisas davam errado em sua vida. A saude não ia bem, as dívidas estavam sempre aumentando, os amigos diminuiam, os pedidos de ajuda eram acompanhados de ingratidão. Já não aguentava mais tantos sofrimentos. O rabino disse-lhe que procurasse em sua vida alguma falha sua que justificasse isto. O homem pensou e negou. Afirmava que tudo estava em ordem, nenhuma falha havia. Fazia caridade (tzedakah), trabalhava muito, cumpria o shabat, rezava diariamente. O rabino pediu-lhe que pensasse mais, pois deveria encontrar alguma coisa. O homem pensou novamente e respondeu que tudo em sua vida estava certo, nada justicava suas dificuldades. Então o rabino respondeu-lhe que se ele não conseguia encontrar nenhum motivo é porque ele não estudava Torah. O homem, assustado, respondeu que não tinha tempo para estudar, mas tudo que ele fazia estava certo, porque teria que sofrer(?). O rabino explicou-lhe que é impossível cumprir a Torah sem estudar Torah. Quando alguém estuda sabe como cumprir. Os estudos ensinam a cada um o que é permitido e o que é proibido. A Torah não segue a lógica do senso humano. D”us disse que “seus caminhos não são meus caminhos“. Uma boa pessoa, com bons pensamentos não é suficiente, pois temos o mandamento (mitzvah) de estudar Torah. Todas as manhãs de todos os dias do ano todos os judeus rezam um trecho do sidur (nosso livro de rezas) que diz “e nos ordenou nos ocuparmos com as palavras da Torah” e diz também “e estudamos sua Torah pelo seu valor, pelos céus“. 
         Recomendou ao homem que reservasse pelo menos 1 hora fixa todos os dias, de segunda a domingo para estudar Torah. E que aguardasse pelos resultados.

         É necessário estudar o shabat. É muito fácil estudar. Cada judeu em qualquer lugar do Brasil pode solicitar-nos estes estudos. Para conhecer o básico e conseguir sentir o que é um shabat o estudo via internet será importante. Conte conosco.  Nosso projeto poderá ajudá-los.   Para conhecer mais profundamente é necessário participar presencialmente de aulas sobre o shabat. 

         Este projeto está completamente disponível para ajudá-la, ajudá-lo a cumprir shabat. 

Portanto atenda meu pedido:
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